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.: O blog :.
Costumo publicar textos às terças e sextas pela manhã.
Mas entro todo dia pra ler os comentários.
Alguma dúvida??? É melhor porque é proibido!!! Aqui eu conto histórias eróticas, sensuais e engraçadas... todas verdadeiras. Mas também levanto questões sobre relacionamento, casamento e felicidade.
Quem tiver problemas dessa natureza, junte-se a nós. Quem não tem, anote o endereço porque mais
tarde vai precisar.
Este blog é um álbum da minha vida. Relato fatos de todos os tempos. Exponho meus sentimentos. Anuncio meus sonhos. Brigo contra o que não gosto. Exploro muito o lado masculino nos relacionamentos.
Nome: Proibido
Idade: Dez/68
Cidade: De SSA, em BSB
E-mail:
proibidomelhor@yahoo.com.br
Gosto de: Viver intensamente
Odeio: Fracos e idiotas
Tristeza: Viver longe das filhas
.: Sobre mim :.
Todas as segundas-feiras, publico textos no Blog Temático.
Separado, depois de 10 anos de casado mais 7 entre namoro e noivado, duas filhas, uma ex-amante
que me fez muito feliz por quase um ano, até termos sido descobertos. Hoje, vivo a liberdade que almejava há muitos anos, morando só, seguindo minhas próprias regras, limites e horários, conhecendo pessoas maravilhosas, mas também pessoas que não valem a pena, curtindo todos os shows que me interessam... enfim, estou VIVENDO de novo.
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segunda-feira, 6 de março de 2006

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005
Acabou!!!
Não acredito mais nessa porra do Weblogger. Muito tempo sem funcionar. Fico desesperado querendo publicar meus textos e vocês ansiosos porque eu não publiquei mais nada. A culpa é dessa porra aqui!!!! Acabei de encontrar uma brecha pra publicar este texto, então, tô aproveitando pra deixar esse cadinho:
Corram pro Novo Proibido é Melhor, meu novo endereço. Tá com a mesma cara desse aqui. Foi um saco remontar tudo, mas eu consegui.
Tô lá... vão me ver.
Beijos.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2005
Voinha
CARALHO!!! Finalmente, essa merda voltou a funcionar!!! O Weblogger tava fora do ar desde a semana passada. Eu já estava preocupado. Gente, caso o Weblogger deixe de existir, experimentem procurar meu blog em outros provedores de blog, como blogger, blogspot, IG etc.
No dia 21 foi niver da minha vozinha do coração, mãe da minha mãe. Fez 89 anos. Já falei dela aqui antes. É um exemplo de vida, como foi o meu avô, parte de pai. Os outros dois avós, não conheci direito. Sou o "netogênito" (invenção minha pra dizer que sou o neto mais velho) dela, o eterno xodó da vovó. Minha presença a cura. Já consegui lhe dar alta no hospital duas vezes, bastando ter estado presente com ela durante um dia inteiro, lhe dando toda atenção e dengo que só eu sei lhe dar. Ela vive rindo, quando está ao meu lado, de tanta besteira que falo pra ela.
Planejei ir a Salvador pra comemorar o niver com ela, mas achei irresponsabilidade gastar com mais uma passagem aérea, mesmo sabendo que ela merece todo esforço vindo de mim. Eu tenho a consciência de que cada niver dela pode ser o último, dada à sua idade. Mas sabia que não podia gastar agora, pois estava na iminência de ter que gastar com outra passagem pra ir a Salvador, a qualquer hora, por causa de uma audiência que terei. Para a alegria de todos, a tal audiência foi marcada para o dia 30/11, ontem. Então, avisei aqui no trampo que faltaria os dias 28 e 29, já que dia 30 é feriado aqui (Dia do Evangélico, pode?). Portanto, acabei de chegar da minha terrinha maravilhosa, depois de 5 dias de muita alegria.
Para a alegria ficar ainda maior, todos meus irmãos e pais estiveram lá, pra comemorarmos o niver da minha vovó, com uma festinha bem animada pra ela. Mais uma vez, eu fui daqui, irmã foi de Recife, irmão de Aracaju e a outra irmã mora lá em Salvador mesmo, pai foi do interior da Bahia e meu sobrinho mais velho (12 anos) foi do interior de SP. Somente minhas filhas não estavam lá. Normalmente, conseguimos nos encontrar todos no Natal. Espero que, este ano, isso se repita no Natal também.
Minha voinha linda morre de medo de morrer. Tem saúde boa, apenas com um pequeno problema respiratório. Tá bem lúcida e adora fazer comidinha pros netos. Quem prova do doce de leite dela não quer mais saber de outro... é show!!!! Ela vive dizendo que tem medo do "outro mundo", que tem medo de ficar no purgatório, que morre de pena de deixar a gente sem vó... é ou não é um anjo lindo e bom? Eu vivo brincando com ela, dizendo que, se nem eu vou pro purgatório, quanto mais ela, que só faz a alegria de todo mundo e nunca fez mal a ninguém, além de viver rezando em casa e na igreja.
Que Deus abençoe minha vozinha querida e permita que ela veja minhas filhas crescerem... assim como os outros 5 bisnetos, claro.
terça-feira, 22 de novembro de 2005
Mentira mal contada
Esses dias, lembrei-me de uma das vezes que inventei uma mentira, pra poder me encontrar com a Proibida, e quase me dei mal. Lembrando, tanto eu, quanto a ex-Oficial, quanto a Proibida trabalhávamos na mesma empresa. Um dia, sem nada pra fazer no trampo, pois já estava em fase final pra fechar as portas, marquei com a Oficial para assistirmos a um filme, cuja sessão começaria às 17:30h. Ela concordou. Falei que, como não estava fazendo nada, iria na frente, assistiria a um outro filme que começava às 15:30h e já compraria os ingressos pra a sessão que combinamos.
Então, chamei a Proibida pra sairmos. Ela concordou na hora!!! Amantes sempre dão um jeito pra aproveitar oportunidades de ficarem juntos. Ela marcou com um amigo para assistir ao mesmo filme que eu e a Oficial, na mesma sessão. Saí do trampo, peguei-a no posto de gasolina, mas não parei no shopping pra comprar os ingressos da sessão das 17:30h; fomos direto ao nosso motel de sempre. A fome tava enorme!!! Passamos duas horas no maior love e putaria, como sempre.
Em cima da hora, corri pra o shopping. Pegamos um engarrafamento chato. Não tinha desculpa pra me atrasar, afinal, eu já estava lá, na visão da Oficial. Não tinha vaga naquela porra pra eu estacionar. Então, pedi que a Proibida descesse correndo e comprasse os 4 ingressos. Ela comprou e voltou pra me encontrar no estacionamento, onde eu já saía do carro. E voltou correndo pra a fila de entrada, enquanto eu fui comprar um lanche, pra disfarçar.
Encontrei-me com a Oficial e fomos ao cinema. Lá, por acaso, nos encontramos todos, mas nos sentamos bem separados. A Oficial ficou me perguntando se o carinha era o namorado dela, porque o tinha achado muito feio. Respondi que não sabia.
Agora, vejam só a porra que aconteceu. Eu havia comprado daqueles baldes de pipoca. Adoro pipoca. Quando ainda estava nos traillers, estava passando um trailler de um filme qualquer e a Oficial perguntou se era aquele que eu tinha assistido, na sessão anterior. Puta que pariu!!! Como eu iria saber? Ela sabia o nome do filme, porque eu tinha dito. Eu sabia que era com o Geroge Clooney. Mas o feladaputa não aparecia nas cenas, tampouco o narrador falava o nome do filme. Comecei a suar frio. Ela insistia na pergunta, enquanto eu enchia a boca de pipoca, fingindo não ouvir. Queria ganhar tempo pra ver se o sacana aparecia no trailler. Ainda bem que pipoca faz barulho quando mastigamos. Quando já não tinha como disfarçar, e já havia passado um bom tempo, reclamei que não tava escutando o que ela tava dizendo, pedi pra falar mais alto. Por fim, respondi que não era aquele filme. Mas, ainda amarguei uns minutinhos de desespero, com medo de ser o mesmo. Mas não foi. Ufa!!! Que alívio!!!
sexta-feira, 18 de novembro de 2005
A vida continua
Eu tenho uma qualidade que pode ser vista com um grande defeito. Eu confio demais em tudo: em Deus, em mim, nas pessoas, nas máquinas. Há algum tempo, eu vinha planejando escrever sobre a estrada e eu. Queria falar sobre a alegria que eu fico quando vou dirigir pra longe, queria mostrar a intimidade que eu tenho com meu carro e o quanto eu tenho experiência e astúcia pra dominá-lo e garantir uma viagem segura. Por outro lado, meu pai sempre me alertou que existem dois fatores extras a se considerar, ao dirigir. Um deles são os terceiros: outros motoristas, os outros carros, os filhos da puta caminhoneiros (sem generalizar, por favor... mas a maioria é mesmo!), os irresponsáveis que andam de bicicleta ou a pé nas rodovias e ruas; o outro, que eu considero o mais grave de todos, são os fatores externos, como chuva, buracos, animais e outros imprevistos. Foi neste que eu caí. O policial rodoviário federal detectou que a água do acostamento do outro lado da pista atravessava a rodovia para o acostamento do meu lado, justamente na saída da curva. Foi onde eu aquaplanei no acidente. Com certeza, tinha como evitar. Se não tivesse, todos os carros teriam caído onde eu caí. Mas não sei dizer exatamente o que eu fiz de errado. Talvez meus pneus traseiros estivessem mais gastos do que eu achava. Não gosto de remoer o que passou. Agora, é remediar e evitar repetição.
Quando perdi o controle do carro, em momento algum eu achei que fosse sequer me machucar. Era como um brinquedo bruto de um parque de diversão, que a gente sabe que vai balançar, rodar, virar de cabeça pra baixo, ser jogado e tal, mas confia, sabe que tem segurança e que tudo vai acabar bem. Só receei pela minha Encantada. Não podia conceber que ela pudesse se machucar... como aconteceu, aliás... ela nada sofreu. Era uma questão de esperar o "brinquedo" parar.
Dizem que quando a gente "nasce" de novo, a gente revê nossos valores. Queiram saber que nada mudou na minha vida, além de aumentar minha fé em Deus. Minha irmã mais nova disse que eu ainda tenho muito a aprender nessa vida. Eu, com nenhuma humildade e nenhuma modéstia, respondi que tinha muito mais a ensinar do que a aprender. Podem me chamar de metido o quanto quiserem. O fato é que, ao ler emails com textos maravilhosos, nos ensinando a dar valor aos amigos, colegas e parentes, a dedicar tempo para ouvir as músicas que gosta e a aprender novas músicas, nos motivando a ir a cinemas, apreciar a paisagem, as cores, os sons, nos mostrando que ser bom e ajudar vale a pena, nos mandando ser mais idiotas e mais crianças... eu penso: "Eu já faço tudo isso.".
Sabe, frequentei um centro espírita por quase dois anos. Aprendi muito sobre a vida lá. Minha fé aumentou muito. Mas, como em todas as religiões, dogmas ou crenças que já vivi, eu enjoei de participar, tão logo os assuntos tornaram-se repetitivos. É sempre assim. Chega a um ponto que eu penso que já aprendi o suficiente e paro. Aprendi que a gente recebe o que faz. Aquilo que a gente julga injusto, é melhor parar e pensar nos nossos atos, pra termos a consciência que há justiça em tudo.
Sou um absorvente de informações e experiências alheias. Sou muito feliz, sempre fui assim. Sei que faço muita gente feliz e que muita gente me faz feliz. A perda da convivência diária com minhas filhas arrancou um pedaço enorme do meu coração, saibam vocês. Tenho me esforçado pra fazer com que o padrasto siga a minha linha de educação. Faço tudo para que, numa surpresa como meu acidente, caso eu parta pra outra vida, as pessoas fiquem bem. Falando em outra vida, pra quem conhece de espiritismo, sinto que esta a última encarnação do meu espírito. Não sinto pendências. Sinto que já fiz meu papel. Mas, é claro, nem por isso vou me entregar. Enquanto eu estiver aqui, serei muito feliz, responsável, atencioso e carinhoso com as pessoas. Minha missão é ajudar as pessoas a encontrar a felicidade.
Esta noite, pegarei o busão pra visitar minhas filhas. Será que dessa vez eu chego?
terça-feira, 15 de novembro de 2005
Mais uma vez, de costas
Na última sexta, como falei no post anterior, viajei pra comemorar o niver da minha filhona com ela. Íamos na estrada eu e minha encantada. Quem? Encantada? Como assim? Calma! Explico depois... o fato é que eu viajava de carro com essa pessoa muito especial. Íamos escutando CDs que gostamos, cantando as músicas e contando fatos que nos vinham à memória a cada música. Naquele momento específico, íamos ouvindo Léo Jaime. Só alegria.
Chovia muito, por isso, reduzi a velocidade. Tinha acabado de atropelar um bando de borboletas, o que fez com que meu pára-brisa ficasse branco, imundo, trazendo-me dificuldade pra enxergar. Diminuí ainda mais, enquanto a chuva cuidava de clarear minha visão.
- Linda, troca o CD... já enjoei desse.
- Qual você quer ouvir agora?
- Escolha aí... trouxemos muitas opções.
De repente, ela...
- O que foi isso?
- Cacete! Aquaplanou! Deixe comigo que eu acerto o carro - falei confiante.
O carro, na saída de uma longa e suave curva para a direita, descendo, jogou o fundo pra esquerda. Puxei o volante na outra direção, pra equilibrar o carro. Então, o carro jogou o fundo para a direita. Vinha uma carreta na outra direção, mas vinha devagar, subindo. Ainda com total visão de tudo e me mantendo calmo, percebi que o carro rodava na pista, totalmente descontrolado. Eu, já com os olhos "destamanho", segurei firme na coxa dela e falei: "Caralho!!! Agora fudeu!!! Segure firme, que nós vamos bater!!! Calma!!! Se a gente escapar da carreta, tá tudo bem!!!". Eu já tinha avaliado que não tinha onde batermos do outro lado. Era plano e sem obstáculos aparentes. Por isso, me sentia seguro. O único problema era a carreta.
Como, àquela altura, já íamos de ré na direção da outra pista, estávamos de costas pro perigo. Eu, mais uma vez, virei as costas pra a danada da morte. Quero nem saber dela!!! Só nos restava rezar pra escaparmos da carreta. De repente, senti que o carro bateu em algo embaixo, como um meio fio... e acabou capotando. Quando percebi, gritei: "Segura com força, vamos virar!!!". Lembro de ter segurado firme no volante e no teto, quando virou. O carro deu apenas uma capotada, assentou as rodas de volta no chão, já no mato, e seguiu derrapando de ré. Atingiu uma pequena árvore na porta do carona, arrancando-a, e mudou de direção, ainda derrapando até, finalmente, parar, ao lado de uma valeta.
Quando parou, eu estava segurando meus óculos na mão esquerda. Devo tê-lo tirado, quando percebi a virada, pois sempre temi ter os olhos perfurados pelos óculos. Ela, imediatamente, falou: "Tô bem, tô bem... calma!". Eu dei uma geral em mim e nela e relaxei. Ainda observei o carro, que fumaçava no motor, temendo incêndio. Estava tudo sob controle, naquele momento.
Abri minha porta e desci. Olhei o carro todo e falei: "Caralho!!! Fudeu o carro todo!!!". Ela também saiu pela minha porta. Já trouxe meu celular, minha carteira e a máquina digital, que, por sorte, eu havia comprado no sábado anterior. Eu teria me matado se não tivesse uma máquina pra fotografar aquilo tudo. Vejam algumas fotos abaixo.
Bom, o fato é que, ao contrário do que eu disse no post anterior, Deus parecia não querer que eu chegasse ao meu destino, pois havia muita discórdia e muito problema entre a mãe das meninas e eu, em relação à festa. Mas Ele nunca nos abandonou. Esteve nos segurando e nos protegendo o tempo todo. Tanto que nenhum de nós teve, sequer, um arranhãozinho ou um hematoma pra ficar de lembrança.
Liguei avisando do acontecido. A ex quase morreu de susto, ainda mais porque eu comecei dizendo assim: "É... você quase se livrou de mim pra sempre... acabei de capotar o carro, mas tá tudo bem". Quase 4h depois, o guincho levou o resto do carro de volta pra Brasília e eu fui levado a um hotel pelo inspetor da Polícia Federal, que, por sinal, foi super tudo. No final, agradeci muito a cooperação dele, ao que ele respondeu: "Não fiz mais do que a minha obrigação... sou bem pago é pra isso". Confesso que me emocionei ao ouvir aquilo. No dia seguinte, pegamos um busão e voltamos pra casa. O carro??? Pelo que o cara da concessionária falou, é perda total.



sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Dias especiais
Hoje e os próximos dias serão muito especiais pra mim. Hoje é niver da minha preciosidade mais velha: faz 9 anos. Como o pai, ela adora comemorar tudo. Naturalmente, hoje haverá festa. Festinha básica, na casa da mãe, das 20h à meia noite, com um DJ animando... é sempre assim nas festas dela. Minha baianinha ensinou aos candangos, agora está ensinando aos paulistas como comemorar aniversário com muita alegria entre muitos amigos.
Elas estão morando a 730km daqui. Ao meio dia em ponto, estarei pegando estrada. Dessa vez, vou de carro pra garantir chegar a tempo. Mais uma vez, o homem e a máquina se conciliando na cumplicidade da estrada. Adoro isso!!! Tanto o homem quanto a máquina estão em plena forma para o novo desafio. Sim, cada viagem é um novo desafio. Peço proteção Divina na saída e agradeço na chegada. Não há porque Ele não querer que eu chegue em paz pra comemorar com minha filha, né?
Aqui no trampo, estamos na iminência de sermos notificados que segunda será ponto facultativo. Tomara que seja. Assim, só volto na terça.
Parabéns pro meu bebezão lindo. Ontem, catando CDs pra a viagem, encontrei um CD de música clássica que comprei quando ela nasceu. Sempre que acordava à noite, depois de mamar, eu ligava esse CD e passeava pelo quarto, carregando-a no colo, repousando sua cabecinha entre meu pescoço e meu ombro. Segurança total. Afinidade total. Lembranças eternas. Saudade daquele cheirinho.
terça-feira, 8 de novembro de 2005
De costas pra a morte
Na semana passada, a bosta do Weblogger ficou fora do ar por 2 ou 3 dias. Quando fui postar na sexta, não consegui. Como havia poucos comentários, resolvi esperar pra publicar, hoje, algo que me lembrei no feriado, pra quebrar um pouco esses assuntos de relacionamento. Ainda estou no vício ruim do template anterior, que não dava pra ver os posts antigos.
No feriadão de Finados de 1990, fui, com 3 casais amigos, passar o fim de semana numa puta casa na Ilha de Itaparica. No último dia, num domingo, colocamos a churrasqueira encostada num coqueiro, na frente da casa, que é defronte do mar, e ali começamos nossa farra de carne, pra descansar dos camarões, caranguejos e siris comidos desde a sexta. E haja cerva!!! Estava tudo perfeito, delicioso.
Só pra sintonizar no tempo, eu estava noivo e, naquela época, vivia em função da minha formatura, que foi em julho do ano seguinte. Era tudo que eu sonhava! Todo cuidado pra tudo sair direitinho era pouco.
Horas depois, todo mundo já cheio da mangüaça na cachola, o paiaço aqui resolve subir no tal coqueiro pra tirar coco pra a mulherada. Afastamos a churrasqueira, subi, trancei as pernas no tronco, com o braço esquerdo me apoiei num galho e, com a mão direita, tirei os cocos. Dá pra ter uma noção da minha posição, né!? Totalmente de costas pro chão. Tirei o primeiro coco... um amigo cearense cabeça chata e quase sem pescoço o pegou e o colocou de lado; depois, o segundo... ele repetiu o movimento; logo em seguida, a porra da palha que eu me apoiava soltou e o paiaço despencou lá de cima. Quase caí em cima do cearense. Já pensaram como ele teria ficado? Só ficaria a testa e os olhos pra fora do tronco, como nos desenhos animados hahahaha...
Eu? Me lasquei no chão. Caí de costas na grama alta, bem no lugar que a churrasqueira estava. Vocês não têm idéia do que se passou na minha cabeça naqueles décimos de segundo. Eu pensava assim: não posso morrer agora, ainda tenho que me formar; não posso ficar aleijado, senão não curtirei a formatura; pra não morrer, não posso cair de cabeça; pra não ficar aleijado, não posso cair sentado; de lado, quebro os braços; em pé, quebro as pernas. Enfim, eu pensava em tudo que poderia acontecer, enquanto caía em câmara lenta. O resultado foi que tive uma queda perfeita. Mordi a língua e minha boca sangrava. Por causa da porrada nas costas, fiquei sem respirar. Assim que atingi o chão, saltei em pé, imediatamente, e comecei a verificar se havia quebrado algo. Estava inteiro... só não respirava. Todos achavam que tinha havido algo interno, tipo rompimento dos pulmões, por causa do sangramento. Desespero! Mas logo, voltei a respirar. A cor do sol do fim de semana fora toda embora. Parecia alma penada. Eu havia visto a morte de costas. Que pânico! Uma amiga, que estava lavando os pratros, veio correndo pra ver que raios de coco era aquele que fez tamanho barulho, ao cair no chão. O coco era eu.
O médico que me atendeu, no dia seguinte, disse que foi um milagre eu não ter tido conseqüência maior. Passei uns 2 meses fazendo fisioterapia pra recuperar o movimento do braço esquerdo, que havia ficado roxo desde o sovaco até o pulso. Ele não esticava, não dobrava e não mexia de lado. Foi a pior dor que já senti. Mas, ficou bom.
Disso tudo, o mais engraçado de tudo foi o comentário do meu pai, depois que lhe contei o que aconteceu. Ele disse: "Não é possível que você não tinha dinheiro pra comprar um coco!!! Por que você tem sempre que fazer as coisas diferente dos outros?".
Bom, eu sobrevivi... não fiquei com seqüelas... mas, desde então, nunca mais subi em coqueiros.
terça-feira, 1 de novembro de 2005
Alma Gêmea
Todos dizem que existe uma alma gêmea para cada pessoa. Será que isso é verdade? Será que minha ex nunca foi minha alma gêmea? Ou deixou de ser? Poxa, a gente combinava tanto, éramos tidos como exemplo de relacionamento, brigávamos pouco, fazíamos qualquer coisa um pelo outro... era tudo perfeito. ERA!!! Acabou!!! Acabou muito antes do fim do casamento. Éramos muito parecidos, buscávamos as mesmas coisas, tínhamos planos juntos a médio e longo prazo... mas nos tornamos absurdamente diferentes.
Busquei outra alma gêmea. Encontrei. Vivemos sonhos. Sonhamos juntos. De repente, uma diferença muito forte, ajudada pelo destino, nos afastou. Teria ela deixado de ser aquela que eu achara perfeita? Me enganei? Ela não era minha alma gêmea?
Afinal, qual a principal característica de uma alma gêmea? Ela tem que ser muito parecida comigo ou muito diferente? Imagino que a corrente mais forte tende pro lado da diferença. Dizem os especialistas que precisa das diferenças pra um complementar o outro, tal qual peças de quebra-cabeças. Eu não concordo!!! Procuro alguém que seja o máximo igual a mim. Que goste das mesmas coisas que eu. Só assim nos completamos, pois o que falta na minha vida é apenas companhia pra viver os momentos que eu gosto de viver.
Pra mim, minha alma gêmea tem que ser a minha cara. De que adianta eu namorar uma vegetariana, se adoro churrasco? Namorar quem tem alergia a mariscos não daria certo... adoro todos. Se não gosta de cinema, já era. Se fala besteira impensada demais, eu não tolero. Se for burra, então... sem chance. Se não tem sonhos que possa realizar sem depender de outras pessoas, não conte comigo. Existo pra viver meus sonhos... e sonhos alheios que se encaixem nos meus. Se é excessivamente religiosa, não combina comigo. Se tem problema com relacionamentos interpessoais e prefere a paz, não vai me suportar... gosto de casa cheia de amigos felizes e barulhentos... adoro freqüentar casa de amigos.
Se a alma é gêmea, tem que ser parecida... preferencialmente, idêntica.
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
Encantamento
Encanto é quando você encontra uma pessoa que te faz feliz, que te transmite paz, que te dá segurança. É se alegrar, ao ouvir a voz daquela pessoa, é vê-la passar e sorrir, é tocá-la e sentir seu calor, é abraçá-la e sentir a energia em perfeita harmonia com a sua, é fazer amor e sentir que o mundo parou, é achar que só existem os dois no mundo, naquele momento. Encanto é saber que aquela é a pessoa certa, que ela é uma excelente companhia, que não te enche o saco, não te cobra besteira, parece ter mais bom senso do que qualquer outra pessoa. Encanto é quando aquela pessoa é bem aceita por seus amigos, por sua família, ratificando o que você acha dela. Encanto é passar horas deitado na cama, no chão, na relva, na praia, contando histórias e gargalhando até chorar. Encantado, tudo que se quer é ver a pessoa sorrir, é achar que ela é perfeita.
Este encanto só faz valorizar a pessoa que gostamos. Só soma. Traz alegria. A perda dele destrói a relação. Devagarzinho, os sentimentos vão mudando. Quando conviver torna-se obrigação, quando as cobranças aumentam, as exigências, que outrora não existiam, tornam- se freqüentes, quando você prefere não ver a pessoa naquele dia, quando não têm mais assunto ou nada mais é engraçado... enfim, quando você sente que o encanto está acabando, isso traz uma tristeza irremediável. Parece que, rapidamente, a gente começa a enxergar o fim. Nada mais triste do que perceber que a relação está decaindo. Nada pior do que perder o tesão. Nada nos faz sofrer mais do que perceber que o fim é questão de tempo.
Existe fórmula pra manter um encanto? Qual a melhor receita pra fazer uma relação durar muito ou ser eterna? Eu tenho a resposta, mas sei que todos vão dizer que isto é impossível. Vejam bem, quando você conhece uma pessoa e, com o tempo, se encanta, você percebe nela tudo aquilo que falei no primeiro parágrafo. O que faz com que você passe a ter os sentimentos do segundo parágrafo? As mudanças, tanto suas quanto dela. Tenho orgulho de repetir que, quem me conheceu na época que eu namorava minha ex-esposa, afirma que eu sou a mesma pessoa, não mudei nada, fora fisicamente, é claro. No entanto, todos reconhecem que a ex não tem absolutamente nada a ver com aquela menina sempre alegre, cheia de energia e sonhos. É isso! Temos que ter muito cuidado com nossas mudanças e precisamos "moldar" as mudanças do outro, para que estas não tragam consigo a perda do encanto.
Estou aberto à paixão e ao amor. Não tenho medo de me entregar. Se vocês querem saber, estou me encantando de verdade por alguém, que, nitidamente, está sentindo o mesmo por mim.
AVISO: Mudanças no template com três intenções: voltar a exibir os textos antigos; ter dois sistemas de comentários que funcionem; e resgatar minha origem, só que um pouco modernizada. Eu era mais feliz com este template, então resolvi evoluí-lo. E o fiz sozinho, tá? Ainda está em fase de ajuste.
sexta-feira, 21 de outubro de 2005
Porque ele prefere deixar como está
Bom, agora que já contei como foi meu fracasso ao tentar terminar minha relação, vou dizer porque eu não fui em frente com minha idéia.
O homem é um ser racional, enquanto a mulher é muito mais emotiva. Quando ela decide por algo, não consegue ponderar os prós e contras... enxergam apenas os prós, movidas pela emoção do momento. Quando estava super disposto a me separar, pensei em várias coisas. Vejam algumas:
- Financeiramente, minha vida seria abalada. Eu perderia meu conforto, pois teria que pagar pensão e ainda sustentar minha nova casa e minha nova vida, cheia de novidades. Isso é um puta peso pra se ponderar. Já a mulher... normalmente, sua vida financeira não muda. O babaca faz de tudo pra manter o padrão dela e dos filhos. Assume tudo. Claro que estou falando do caso de o homem pedir a separação, pois ele carrega uma maldita culpa pelo término do casamento, que só acaba quando a ex começa a transformar sua vida num inferno.
- A perda do convívio diário com os filhos é outro fator de peso altíssimo. Quem é ligado nos filhos, como eu sou, sabe o quanto é difícil aceitar que um outro cara venha a participar mais da vida dos seus filhos do que ele mesmo. É foda aceitar isso!!! Por mais que se veja os filhos com freqüência, o convívio com o padrasto é muito maior. Inclusive, mesmo que as mães não criem restrições quanto a visitas, os juízes preferem estipular dias para visitas, alegando que o pai pode se utilizar do seu direito de presença diária para interferir na vida da mãe. Já a mulher... ela não se preocupa com isso, quando vai se separar, porque ela sabe que tem a preferência pelos filhos.
- O medo do fim do encanto também pesa. Quando o cara já tem outra mulher, como eu tinha, ele teme que todo o encanto e brilho se acabem e a nova mulher se torne igual à ex. O cara começa a pensar no futuro a curto, médio e longo prazo. Ele consegue enxergar como será sua nova mulher daqui a 1, 5, 10, 30 anos. Já a mulher... raramente pensa no futuro.
Com apenas estes itens, o homem acaba por concluir que é melhor deixar a merda como está e continuar comendo gostoso na rua de vez em quando. Sou muito machista? Pode ser... mas, antes disso, sou muito realista.
Só pra lembrar, mesmo ponderando todos estes fatores acima, eu estava decidido me separar, pois sabia que minha vida havia se tornado uma verdadeira bosta e que a separação era questão de tempo. Os motivos que eu não pedi a separação vocês já sabem.
sexta-feira, 14 de outubro de 2005
Quem termina?
Há muito tempo, as pessoas vêm me perguntando, tanto aqui no blog, quanto por email ou pessoalmente, por que é que o homem nunca efetivamente termina uma relação. Por que os homens preferem trair a pôr um fim do relacionamento? Por que nós sempre adiamos e, muitas vezes, aceitamos que é melhor deixar como está a terminar de vez? Vocês podem achar ridículo, mas a resposta é simples: porque a mulher é frágil e sensível demais.
Aí, vocês vão dizer que não é nada disso, que preferem a verdade, que conseguem resistir bem, que se recuperam com facilidade etc etc etc... No entanto, eu vi o que sofri na pele, tentando terminar meu casamento. Durante aqueles 4 meses de conversa, chegando ao cúmulo de ter coragem pra dizer: "Eu não te amo mais, não consigo tocar sua pele, não existe a possibilidade de te beijar, sexo, então...". O que eu ouvia de volta? "Deixe disso, a gente consegue reviver nosso amor, eu ainda te amo, não quero te perder, isso passa, é só uma fase ruim". É foda, né!?
Quer mais? Quando cheguei ao extremo de dizer: "Acabou, infelizmente, acabou, não dá mais pra viver assim, vamos conversar com as meninas e acertar como será nossa vida daqui pra frente", antes de qualquer coisa, ela chamou as meninas no canto, sem eu saber, e falou: "Papai vai embora, não vai mais morar aqui, vai deixar a gente". Alguém aqui tem idéia do que é isso na cabecinha de duas crianças de 4 e 6 anos? Foi o pior sentimento que tive na vida, a cena mais triste que já vivi. As meninas choravam, gritavam, olhavam pra mim com olhos de desespero, estendiam uma mão querendo me alcançar, me segurar pra eu não partir. Na minha cabeça, a cena era de uma forte correnteza levando as duas de mim, sendo afastadas pra sempre. Quando estendiam a mão, era pra eu segurá-las, protegê-las... e eu as via ficando cada vez menores, mais distantes. Na verdade, eu as via pelos olhos delas próprias. Depois de dias, eu fui entender que era assim que elas me viam: indo embora pra nunca mais voltar. Era como se elas nunca mais fossem me ver. Tudo isso porque a porra da mulher, sem planejar nada, resolveu usar as meninas pra me segurar em casa. Ela foi cruel com as meninas. Comigo, eu nem digo, pois eu suporto essas coisas. Gente, vocês não têm idéia da choradeira que foi aquilo. Os 4, sentado no chão, abraçados e chorando muito. Naquele momento, eu sofri minha primeira desistência. Falei: "Não, não é isso... papai não vai embora, papai nunca vai deixar vocês, papai ama vocês demais pra fazer isso".
Esse foi o momento mais forte da minha vida. Ali, começou o meu tormento. A certeza que eu tinha do fim do casamento acabara de se transformar em dúvida. Eu sempre conseguia enxergar nós todos após a separação: eu, a mulher e as filhas. Só que eu nunca havia planejado o momento da saída de casa. E fui surpreendido com essa atitude egoísta da mulher.
Sim, ela conseguiu o que queria. Me desestabilizou. Me trouxe dúvida. Me destruiu por dentro. E causou um enorme medo nas meninas, que só as deixou após nossa separação. A mulher estava deprimida. Não se alimentava, não dormia, não trabalhava direito. Eu me sentia culpado por tudo aquilo. Não podia abandonar a mulher, que amei por tanto tempo, daquele jeito. Fui cedendo, cedendo... surgiu a certeza da mudança pra Brasília, depois, ela descobriu minha relação com a Proibida e se afundou ainda mais. Pergunto: como pode um homem abandonar a mulher daquele jeito?
No entanto, quando ela resolveu cair fora, bastou eu chegar de viagem pra ela dizer, friamente: "O casamento acabou, pensei muito nos últimos dias, tenho certeza que não dá mais, não quero que você insista, não quero que lute por algo já perdido, vamos ver quem fica em casa e quem sai... tudo que quero é que você não atrapalhe mais a minha felicidade". Como se eu estivesse atrapalhando a dela, não o contrário. E assim foi. Direta, fria... como uma facada no olho. É assim que mulher faz. Mulher é bicho cruel. Não aceita perder. Quando enxerga uma nova possibilidade, fode com o cara, sem dó nem piedade. Só não sofri mais porque era o que eu queria. Mas conheço muita história de casamento terminado dessa forma: fria e dolorosa.
sexta-feira, 7 de outubro de 2005
Vício celulóide
No fim de semana passado, meu celular deu um qüiproquó e as teclas de retorno, seta pra baixo, 7, 8 e 9 pararam de funcionar. Com isso, tornou-se praticamente impossível fazer ligações sem usar a agenda. E usar a agenda ficou difícil... mas dava pra eu me virar. Mensagem de texto, nem pensar em mandar, afinal, não era possível usar as letras de P a Z. Pra piorar, quando entro em qualquer opção do menu, pra voltar, só desligando o aparelho e ligando de novo.
Ontem, encontrei a Nota Fiscal e entreguei o aparelho à assistência técnica para manutenção em garantia. Aí, começaram os transtornos. E eu percebi o quanto me tornei dependente daquela porra. Vejam só:
1) Sempre que vou sair de casa, já com a chave da casa na mão, faço 3 checagens: bato no lado direito da bunda pra me certificar que estou levando a carteira; bato no bolso dianteiro esquerdo pra checar o celular; e verifico se a chave do carro está pendurada na calça. Desde ontem, sempre que vou sair de casa, instintivamente, volto pra pegar o celular que "esqueci".
2) Quando chego no trampo, ponho o celular sobre a mesa. Sempre que vou sair da sala, eu o carrego comigo. Não aceito perder ligação, pois ODEIO ligar pra quem não atende. Sem o celular, fico procurando onde larguei, achando que perdi.
3) Não sei o número de ninguém decorado. Tá tudo na bendita agenda do aparelho. Começou o inferno. Não consigo ligar pra quem quero ou preciso.
4) Na rua, sempre ligo pra pessoas, enquanto espero alguém ou alguma coisa. Sem ele, fico como estátua.
5) Quando fui buscar minhas filhas no aeroporto, hoje, planejei levar minha mãe pra filmar a chegada delas e o abraço "derruba papai" das duas. Mas minha filmadora é meu celular. Da mesma maneira, é também minha máquina fotográfica.
6) Por fim, fui dormir tarde. Sempre, antes de dormir, me certifico que o celular foi desligado (é... sempre desligo, antes de dormir) e que está ao meu lado, na cama, pois ele é meu despertador. Puta que pariu!!! Como vou acordar sem o despertador???
Acabei de ligar pros infelizes e me disseram que está em análise e teste. Porra, a mesma resposta dada pela manhã!? Questionei... como poderia estar em teste? O defeito é simples: ou as teclas estão funcionando ou não estão. Não existe essa de intermitência. E eu... mais uma noite sem celular. Tem como piorar??? Tem, sim!!! Meu telefone de casa estava mudo há uns 10 dias até hoje pela manhã. Mas já voltou a funcionar. Foi só eu pagar a conta que estava em aberto. Vida de peão é foda!!!
Ótimo findi a todos. Estou hiper feliz com a casa cheia de mulher: mãe e filhas fazendo minha alegria.
quarta-feira, 5 de outubro de 2005
Falando bem de merda
Ontem, participei de mais um ciclo de palestras aqui. A primeira palestrante, a Ginha Nader, abordou o tema Excelência em Atendimento e ocupou todo seu tempo narrando a história e trajetória de Walt Disney. Ela utilizou seus atos, sua coragem e suas conquistas como exemplo a se seguir nas empresas e na vida... particularmente, na vida dela própria. Ela foi muito feliz nas suas colocações. O segundo palestrante, o Waldez Ludwig, abordou o tema Qualidade Total, dando um banho de informações, utilizando comparações entre o que é qualidade em 4 gerações, do avô dele ao seu filho, e soltando um monte de piada, que nos levaram a analisar o verdadeiro conceito de qualidade. O cara é bom pra caralho!!! Além de um puta comediante. Três coisas me marcaram na palestra do Ludwig. Narro as três aqui abaixo.
Primeiro, adorei quando ele afirmou que o Entusiasmo é a segunda coisa mais contagiante que existe, dando exemplos como você gostar de um filme e, todo entusiasmado, contar aos seus amigos. Isso contagia e faz com que todos queiram ver. Por falar nisso, vejam Dois Filhos de Francisco... me dá orgulho do cinema nacional... tô falando com entusiasmo, tá!? E falando de um pai determinado e entusiasmado com os filhos. Depois dessa afirmativa, ele pergunta qual é a primeira coisa mais contagiante. Pensei que fosse alegria. Mas, não... era justamente o oposto da Segunda: a falta de entusiasmo. Puta que pariu!!! Não é que é mesmo!? Quando você chega, todo entusiasmado, contando algo bom que você viveu ou algo bom que você planejou, os ouvintes se animam, mas um feladaputa, unzinho apenas, rebate de maneira negativa, eleva os valores negativo daquilo que, pra você, é algo muito bom, isso faz com que os demais ouvintes passem a pensar negativamente também. Ô povinho ruim!!! A gente precisa aprender a ouvir mais, a aceitar e admitir o sucesso alheio... e com igual entusiasmo.
A segunda coisa que me impressionou foi a ratificação de uma antiga idéia minha: falar de merda é bom. Como assim??? Não existe ambiente que você não consiga quebrar o silêncio e a seriedade, se você falar de merda. Merda, mesmo... cocô, fezes, bosta. Enquanto ele falava em qualidade e suas certificações, ele exemplificou que uma empresa pode vender merda, desde que seja qualificada, através de Certificados de Qualidade. Esta é outra visão que bate com a minha: o selo de qualidade não indica absolutamente nada, no aspecto qualidade. Qualquer bodega pode ser certificada. Basta dizer que faz seus processos de maneira organizada. Não precisa provar que o produto tem qualidade, que é duradouro, que tem o melhor sabor ou que é melhor do que o do concorrente. Certificação de Qualidade não é nada disso!!! Eu já participei de dois processos de certificação... afirmo: é tudo uma farsa. Voltando, ao falar de merda, o cara atraiu todo o público pra ele. Muitas vezes, eu já fiz isso. Quando estava num ambiente que tinha muita gente chata, comecei a falar de dor de barriga e peido, citando situações onde fui o personagem principal e outras nas quais fui a vítima. Falar merda é bom, atrai... e todo mundo tem uma pra contar... duvido que não tenha.
A terceira coisa foi que eu decidi, com todo o entusiasmo e perseverança de Walt Disney, que serei um palestrante daquele nível, dentro de alguns anos. A mesma facilidade que tenho pra escrever, tenho pra falar. Na verdade, acho que falo melhor do que escrevo. Tenho uma enorme facilidade de comunicação e sei atingir qualquer público. É isso... me prenderei a um tema que eu goste e que seja comercial, claro, pois minha intenção não é me mostrar e sim ganhar dinheiro. Escolherei um tema que tenha longa vida, que possa evoluir e que atinja à classe administrativa, que é quem mais contrata. Quero fazer meu nome, escrever meus livros e viajar muito. Como, aos 45 anos, pretendo já estar aposentado, viverei, depois dessa idade, de palestras. É projeto a médio prazo. E, quando eu começar a fazer sucesso, o Proibido é Melhor entrará, de alguma forma, em pauta. Assim, vocês saberão quem é o interlocutor. Ousado? Ambicioso? Sempre!!! Este já se tornou um dos planos para a minha velhice (ô exagero!!!!) ... que só chegará no corpo, nunca na mente.
sexta-feira, 30 de setembro de 2005
Notícias boas
Galera, esta semana foi especialmente gostosa pra mim, mesmo com esse lance da separação do meu irmão. Tô cheio de notícia boa.
O findi anterior foi excelente, em Goiânia. O evento, em si, o Carnagoiânia, eu achei muito fraco e mal organizado. Acho que já estou sofrendo de overdose das minhas queridas bandas baianas. Afinal, só neste ano, já fui a 5 shows do Chicretão, 4 do Babado Novo, 3 do Asa de Águia e 3 da Timbalada. Bel, do Chicretão, não estava muito animado. Já a vitaminada, poderosa, linda e deliciosa Claudinha, do Babado, estava o arraso de sempre. Ô mulher maravilhosa!!! De qualquer forma, o findi valeu muito à pena: companhia perfeita, hospedagem em chácara de amigos que adoro, muita farra e comelança durante o dia e soluções futuras para minha situação financeira com excelentes perspectivas. Anotem aí: me aposentarei em 10 anos. Como? Segredo!!! Hahahahaha...
Ao longo desta semana, tive algumas confirmações maravilhosas. Vejam só:
- Comprei as passagens das minhas preciosidades amadas. Estarão chegando aqui no dia 6 e só voltarão no dia 16. Graças a Deus, no interior de SP existe uma tal "semana do saco cheio" e as crianças não têm aula na semana do Dia das Crianças.
- Comprei, também, passagens já para o Natal. Passarei de 23/12 a 01/01 em Salvador, com minha família, amigos e mar, usufruindo minha semana de recesso de fim de ano. Tudo confirmadíssimo!!!!
- Quando falei sobre a vinda das meninas, minha queria mamãe se animou e decidiu vir me visitar. Será a primeira vinda dela aqui. Passará de 6 a 13 aqui conosco. Tá toda animada pra sair e farrear comigo. Disse que tá trazendo guaraná em pó pra me companhar. Vamos dançar muuuuuuuuuuuito juntos!!!
- Pra melhorar, o que eu precisava? Sem contar grana, é claro!!! Tempo!!! Pois é, consegui ser dispensado do trabalho nos dias 10 e 11. Isso significa que passarei de 8 a 12 de outubro com minhas filhas amadas e minha veinha linda.
- Amanhã, irei reservar diárias de hotel em Caldas Novas, terra das águas termais. Até isso saiu perfeito. Ganhei, por seleção, 7 diárias em uma rede de hotéis, que dispõe de 4 opções em Caldas Novas. É pra lá que eu vou!!!!
- Para fechar a semana com chave de ouro, hoje vou a uma festa que é o máximo. É a repetição de uma que fui no último dia 6. Valor alto para a entrada, que inclui dois ambientes enormes com DJs conhecidos, Red Label, margarita frozen, cerva, refri, água, pizza e salgados sendo servidos até as 7 da matina. E eu? Tô dentro!!! Coladíssimo!!!! Só dormirei ao amanhecer.
Fora isso, muita paz, muita curtição e tranquilidade no trabalho. A saúde? Vai muito bem, obrigado. O coração? Idem.
terça-feira, 27 de setembro de 2005
Mais separação
Das pessoas que conheço, fui o primeiro a me separar este ano... no finalzinho de janeiro. De lá pra cá, só ando recebendo notícia de novos casais se separando. São amigos e parentes. Afinal, que porra tá acontecendo?
Meus ex-sogros se separaram logo depois da gente. Eles já adiantaram tudo... até já assinaram a separação... nós ainda não. Não foi tão amigável. O véi é 20 anos mais velho. Aprontou a vida toda. Agora, com 70 e tantos anos, só faz dar trabalho e encher o saco... enquanto a coroa tá enxutona, com 50 e alguns.
Amigos que visitei nas férias também se separaram. Estranho, porque, na minha visita a estes, eles disseram que jamais se separariam... não passaram nem 2 meses e eles pimba.
Meu irmão me ligou logo depois que me separei. Ele queria confirmar quanto tempo ele tinha casado depois de mim... respondi: "3 semanas". Então, ele comentou: "É... então ainda tenho duas semanas pra permanecer casado". A mulher dele é muito mais complicada que minha ex... muito mais mesmo. Não sei como ele aguentou aquela porra tanto tempo. É unânime esta opinião, tá!? Ela já estava procurando onde morar, naquele tempo, quando a peste apareceu com câncer na mama. Ele resolveu ficar até o final do tratamento. Ela já desconfiava que ele tinha outra, afinal, foram meses sem transarem e se falando só o necessário. Por fim, ontem, ela resolveu flagrá-lo... e conesguiu. Resultado: baixaria no meio da rua, porrada pra lá e pra cá e pé na bunda. Meu mano está, portanto, separado, como eu. Tem também duas filhas, cada uma um ano mais velha que as minhas. E começa o inferno, porque a maluca disse que ele só vai ver as filhas com autorização do juiz. Agora, me digam... que porra têm as filhas a ver com a separação deles dois? Não é pior pra elas? Elas são tão loucas pelo pai como as minhas são por mim. Pelo menos, comigo, a mão não pôs nenhum empecílio.
E assim vamos vivendo. Uns nascendo, outros morrendo. Uns casando (eu sempre aconselho a não se casarem...mas ninguém me ouve!), outros se separando.E a vida vai seguindo seu ciclo.
sexta-feira, 23 de setembro de 2005
O medo da verdade
Esta semana, uma amiga me mandou um link, dizendo que havia um texto do qual eu iria gostar de ler. Adoro quando as pessoas me conhecem assim!!! Aqui está um pedaço do texto escrito por Roberto Goldkorn:
"Na semana passada, durante uma entrevista na TV sobre o meu livro Dormindo com o Inimigo, a jornalista me perguntou por que as pessoas mesmo sabendo que dormem com o inimigo levam, às vezes, décadas para dar um basta na situação. Obviamente essa não é uma resposta simples, mas se pudesse resumir, eu diria: porque é muito duro, difícil e doloroso aceitar o fato de que sua vida esteve errada por tanto tempo. É mais ou menos como o jogador na roleta: quando está perdendo acha sempre que a sorte pode virar, mas isso é uma racionalização. Na verdade o jogador (quem dorme com o inimigo) reluta em sair de lá assumindo o prejuízo, assumindo a burrice de perder dinheiro no jogo. Você pode dizer que há um forte componente masoquista nesse comportamento, que há um fator cultural coercitivo, tudo bem, concordo, mas assumir que jogou fora tanto tempo, tanta energia, tanto investimento emocional, é a razão mais poderosa.".
Viram que palavras mais bem ditas!? No fundo, no fundo, é exatamente assim que acontece. "Eu falhei!!!". Isso não sai da cabeça daquele que percebe que o relacionamento acabou. A dor de assumir essa responsabilidade é algo inenarrável.
Além dessa dor, que é puramente emocional, vêm as conseqüências, que são antecipadas por perguntas do tipo:
- Como me relacionarei com meus filhos de longe?
- Como será minha relação com os parentes dela (ou dele) que tanto gosto?
- Como contarei isso à minha família?
- E meus amigos? Me sacrificarão? Continuarão por perto? Chegarão junto? Se dividirão?
- Perderei meu conforto?
- Onde morarei?
- Viverei apertado, sem grana?
- O que farei? Com que tipo de gente passarei a andar? Com quem?
Gente, é muito foda viver isso!!! Mesmo quando não se trata de um relacionamento formal, como o casamento, é muito difícil, apesar de os problemas serem infinitamente menores. Dói demais machucar alguém. Dói demais dizer-lhe a verdade. Mas, dói muito mais sustentar um relacionamento acabado. É doloroso continuar dormindo com o "inimigo".
Quem já passou por isso sabe o que estou falando. Mesmo sem motivo, você briga. Você não suporta ter que conversar. Tocar a pele é o mesmo que encostar uma cruz num vampiro: parece que queima. Beijar, então, dá nojo... acreditem... dá nojo... sempre me pus a pensar sobre esse sentimento. Afinal, estamos falando de uma pessoa que um dia amamos profundamente, que adorávamos beijar, conversar, transar. De repente, sem um motivo definido, sem sequer existir raiva, a gente declina numa cólera de desprazer.
Não tem jeito!!! Se concluiu que não dá mais... assuma a derrota, assuma o erro, a perda do "investimento". Sou a favor de que se abra o jogo, deixe tudo em pratos limpos, que se explique as razões e que sigam caminhos diferentes.
Eu? Tô muito bem, obrigado... em 30 minutos, estarei zarpando pra Goiânia... é o carnaval fora de época de lá.
segunda-feira, 19 de setembro de 2005
O preço da mudança
Ele estava infeliz no casamento. Rotina chata. Mulher amélia. Funcionário público entediado. Por meio da internet, conheceu aquela que veio que se tornar sua amada, sua proibida. Ela, igualmente infeliz e entediada, não trabalhava, cuidada da mansão onde morava, com muito conforto, com seu rico marido e seus filhos pós-adolescentes. O novo casal estava na casa dos 40. Detalhe: eles moravam a 2000Km de distância. Com muito esforço, eles decidiram se encontrar. Tudo foi perfeito. Outros três encontros aconteceram. Ele chegou a sair de casa. Ela não tinha coragem. Ele voltou pra casa. Ela não gostou. Eles planejam viver juntos, mas não têm um plano factível. Estão divagando na emoção dos encontros, do amor de Romeu e Julieta, da vida sem passado, sem renda. Ele não tem como largar tudo e ir viver na cidade dela. Nem ela. Ela nunca trabalhou, não tem um ofício, não tem renda, nem profissão. Ele não consegue ser transferido. Pelas contas, viveriam de migalhas. Mas acreditam no amor. Eu não acredito neste casal. Impossível dar certo!
Ela é linda, corpo de menina, mas já na idade da loba. Tem profissão, poderia ser independente financeiramente, se seu sócio não fosse seu marido, que, apesar de ser um cara super legal, amigo de todos e bem quisto na cidade, está no pior da rotina do casamento. Vivem no conforto. Carros do ano, apartamento de luxo, filhos na faculdade. Sexo é eventual e sem emoção. Ela sonha em viver algo romântico, em realizar um enredo de Meg Ryan. Ela o procura. Encontra um... mas não dá, problemas geográficos e financeiros os impedem. Encontra outro, planeja tudo, parece que tem como dar certo. Quando a data se aproxima, ela desiste. Raciocinou, ponderou, foi inteligente, superou a emoção de saciar sua curiosidade, pois percebeu tudo que estava em jogo: sua famíla, amigos, reputação, conforto... afinal, foi uma vida de luta. Tinha muito a perder.
Ela o conhece pela internet. Ficam amigos, solidários, combinam pra se encontrarem. Ela vai ao seu encontro e passam dias maravilhosos. Parecia haver uma sintonia gostosa. Outros quatro encontros aconteceram. Ela achava que tinha encontrado quem procurava há muito tempo. Ele não sentia o mesmo. Tinha uma grande admiração por ela, adorava estar com ela, mas sabia que ela não era quem ele procurava. Ela insiste. Ele recua. Como fazer para não magoá-la? Como fazer pra mostrar que eles podem viver aventuras sem sentimentos? Sem resposta. Melhor esclarecer e pôr um ponto final.
Ele a amou... pelo menos acha que amou. Viveram uma paixão de dar inveja a qualquer um. Realizaram muito. Viajaram, mentiram, dançaram, enganaram... tudo em nome de deixar a vida os levar. Ele precisou se mudar com a sua família pra muito longe. Ficou sem opção. Ela quis ir atrás. Ele pediu que não fosse, pois queria tentar recomeçar com sua esposa. Tempos depois, ele se separou. Ela está comprometida. Ele sabe que não pode interferir na sua vida. Suspeita que, se chamá-la, ela irá lhe encontrar. Mas sabe da responsabilidade que é tirá-la do seu mundo e assumir sua vida. Então, ele desiste.
Gente, amor à distância não existe. Relacionamentos que começam com as partes distantes uma da outra são difíceis de dar certo. O que sai da sua vida para encontrar a vida do outro atribui ao outro a dura responsabilidade da sua mudança. O que assume a responsabilidade sabe o peso que carrega. O esforço precisa ser grande. A adaptação precisa ser rápida. Eu jamais me mudaria por causa de alguém. Da mesma forma, jamais aceitaria que alguém se mudasse por causa de mim. Eu não assumo essa responsabilidade, tampouco a transfiro a outrém.
terça-feira, 13 de setembro de 2005
Renovar é crescer
Terça é noite de jogar futebol... bater um baba, como dizemos nós, baianos. Naquela terça, fui, como de costume, descarregar o peso das responsabilidades e as preocupações numa quadra de futebol, em meio a um bando de homem suado, disputando a bola. Uma hora e meia com o mundo parado... só existíamos eu e meus anseios na quadra. Anseios leves, descomprometidos, afinal, todos somos amigos. Os anseios são simplesmente por eu não ter a categoria dos colegas. Por não ser destaque, como sou em quase tudo que me meto a fazer. No entanto, a galera sabe que estou ali pra me divertir, desopilar. Triste do homem, cuja mulher não entende isso.
Cheguei em casa cansado, suado, como sempre. Havia algo estranho na casa. Luzes apagadas. Apenas uma penumbra no quarto que virou sala de TV. Chamei pelo seu nome. Ela respondeu de dentro daquele recinto. Fui conferir. E lá estava um cenário de amor. Sofá-cama aberto no chão, forrado com lençol limpo e cheiroso, que estava coberto de pétalas de rosas. Cheiro gostoso. A fraca luz vinha de pequenas velas, que boiavam em água, dentro de vasilhas de vidro improvisadas. No chão, uma garrafa de vinho, o abridor e duas taças, elegantemente arrumadas sobre uma plataforma circular coberta com sal grosso. O efeito ficou lindo. Som baixinho. Clima gostoso. E eu... sem voz... pasmo, atônito com aquilo. Pensei: eu deveria ter providenciado isso... mas tá valendo.
Fui tomar meu banho, fiquei cheiroso, vesti algo bem leve e fácil de tirar... só pra não começar já pelado... iria perder todo o romantismo da cena, né!? Desliguei os telefones. Sintonizei num canal de áudio super gostoso, abri a garrafa, brindamos e nos beijamos.
Tivemos uma noite super gostosa. Nada como um quebra-rotina como esse!!! O beijo parece que fica mais gostoso. Os assuntos do dia não participam da noite. A entrega é maior. A cumplicidade dos corpos aumenta. A sintonia é total. Dava até pena de me deitar sobre aquelas lindas pétalas. No entanto, elas faziam a diferença, quando eu me virava ou me sentava... vinha tudo grudado nas minhas costas. Transmitiam seu cheiro para a minha pele.. e para a dela também.
"Só cresce quem renova". Esta é uma frase que eu ouço desde a infância, veiculada por cooperativas agrícolas. Serve para a vida.
sexta-feira, 9 de setembro de 2005
Entre amigos
Desculpem-me por não ter publicado nada na terça. Não deu tempo. No feriado, eu estava sem saco mesmo. Sono da porra, me recuperando da noitada maravilhosa. E ontem, corrido... hoje, sem mt vontade, já que estou animado é com a visita às minhas filhas hoje.
Alguém aqui pode me falar se existe algo mais valioso do que amigos? Pois é. É como já disse várias vezes, meus amigos são meu maior patrimônio. E não me venha com essa de amigo é amigo, colega é colega, parente é parente e família é família. Quem é próximo e querido é amigo e pronto!!!
Alguns colegas de trabalho têm me ajudado financeiramente. Outros têm me acompanhado a farras. Outros têm me convidado a conhecer sua família. Os de Salvador me ligam ou escrevem o tempo todo. Enfim, sou rico pra caralho!!!! Além destes, tem os virtuais hiper presentes, que, aos poucos, vão se tornando real.
Há pouco mais de um mês, sofri uma mudança aqui no trampo. Transferiram a mim e a um colega recém-contratado para outra sala, com uma galera totalmente diferente. Mas, continuamos trabalhando com a equipe anterior. A princípio, odiei a mudança. A galera nova é totalmente entrosada. É que não gosto de mudanças mesmo. Sou muito resistente. No entanto, essa galera nova dá 10 x 0 na turma da sala anterior. Eles são muito amigos. Saem direto pra happy hour, fazem farras de virar a noite, almoçam em restaurantes e nas próprias casas... enfim, são muito unidos, divertidos e bem humorados. Pra se ter uma idéia, dos 7, 3 são sagitarianos... sou o 4º na sala. Já viu a zoação, né? Estou muito bem enquadrado e, agora, insisto pra não ser separado deles. A galera é super legal. Fui muitíssimo bem recebido. Isso é o que considero uma bênção Divina.
Na terça, fomos todos a uma festa até o amanhecer. No feriado, almoço na casa de um deles. O cara cozinhou uma comida mexicana deliciosa. Ontem, fomos jogar sinuca. Hoje, almoçamos juntos num restaurante. Olha, quer saber... tô feliz pra caralho com estas companhias.
Fui!!! Tenho que pegar o busão pra ver minhas fiotas maravilhosas.